As abelhas, como todos os organismos vivos, são susceptíveis a várias doenças, parasitas e predadores, cuja acção pode ter um efeito prejudicial no seu normal desenvolvimento, e mais importante na sua produtividade. Os apicultores, como criadores de gado, têm a responsabilidade de promover o desenvolvimento de colónias fortes e saudáveis, em especial nas épocas de maior produção.
A standartização do material apícola e algumas técnicas de maneio, acompanhadas da intensificação da produção apícola, resultaram numa proximidade cada vez maior entre colónias. Este factor, ao que se junta as constantes deslocações de colónias, o comércio de abelhas (rainhas, núcleos ou pacotes de abelhas) entre apicultores de diferentes regiões do mesmo país, ou mesmo, entre apicultores de diferentes países e continentes, contribui de forma marcante para a disseminação da maioria das doenças das abelhas.
Proteger as abelhas das suas doenças e predadores, continua a ser um dos pontos mais críticos da moderna apicultura a nível mundial. Os apicultores devem pois ter o máximo de conhecimentos técnicos e científicos, para mais facilmente identificarem os problemas sanitários dos seus apiários, e actuar em conformidade, quer profilaticamente, quer através de tratamentos.
A FNAP, em parceria com a CAP, debruçou-se sobre as principais doenças das abelhas, dando particular destaque às de declaração obrigatória de acordo com a legislação nacional vigente (Loque Americana, Loque Europeia, Acarapisose, Varroose, Ascosferiose e Nosemose), mas também as restantes doenças, parasitas, predadores e outras ameaças.
O resultado foi a publicação do Manual que agora se diponibiliza a todos os interessados.
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